O uso da tecnologia como caminho para que as instituições possam lidar com os riscos dos ambientes digitais e elucidar delitos cometidos na internet foi defendido pelo presidente do Porto Digital, Francisco Saboya, durante a visita da Frente Parlamentar de Combate aos Crimes Cibernéticos à sede da instituição, localizada no Bairro do Recife, na Capital. “Precisamos atualizar o marco regulatório, precisamos atualizar a compreensão de como as informações circulam, que benefícios e que males elas podem gerar, mas, em especial, precisamos ter uma clareza muito grande que as tecnologias que servem para que sejam gerados crimes também se prestam a prevenir, a nos proteger desses mesmos crimes”.
O objetivo da visita foi conhecer o trabalho realizado pelo parque tecnológico, que reúne 304 empresas e nove mil especialistas em áreas como mineração e segurança da informação e inteligência artificial. O coordenador da Frente, deputado Aluísio Lessa, do PSB, apresentou os objetivos do trabalho do Colegiado, voltado, segundo ele, a propor ações educativas capazes de conscientizar as pessoas sobre os males de propagar notícias falsas.
O diretor do Instituto Senai de Informação, Sérgio Soares, lembrou que há ferramentas capazes de identificar rapidamente boatos e fraudes. Alcides Pires, do Centro de Excelência em Tecnologia do Software, Softex, disse que as empresas também podem identificar o marco zero das notícias, assim como ajudar a solucionar a venda de cadastros, outra prática muito comum.
Sócio-fundador da Tempest, que atua no ramo da cyber segurança com 260 colaboradores no Recife, São Paulo e em Londres, na Inglaterra, Evandro Hora elogiou o foco da Frente Parlamentar na educação, mas lembrou que os crimes em ambientes digitais vão muito além da propagação das chamadas fake news. “Eu espero que a Comissão mantenha a coerência com o nome dela que é tratar dos crimes cibernéticos em geral e não só das fake news, porque é a bola da vez, isso eu entendo, mas não vai resolver o problema”.
Na avaliação de Aluísio Lessa, a reunião serviu para fazer uma ponte entre a “ilha de excelência” que representa o Porto Digital e o trabalho realizado pela Frente. “Nós vamos receber sugestões, muita coisa que já acontece aqui no Recife, no Porto, no Cesar, nas empresas que estão aqui alocadas há muito tempo, para que no final, no relatório, nós possamos ter um encaminhamento bom, especialmente na área da educação. Através da educação a gente transformar e melhorar essa relação com as mídias digitais”.
Também participaram da visita representantes do Cesar, da empresa Neurotech e da OAB Pernambuco.
COMO CHEGAR